Anderson 58 visualizações 04/11/2018

AEROCLUBE!!! Que Saudade!!!

O Aeroclube foi, sem dúvidas, o mais lembrado. Ou melhor – foi o mais inspirou saudades. Quase 60% dos participantes da pesquisa disseram que sentem muita falta do shopping a céu aberto que ficava na Boca do Rio. Inaugurado em 1999, o Aeroclube tinha, além de lojas e cinema, kart, minigolfe, boliche e até casas noturnas.

O espaço embalou a infância, a adolescência e a juventude de muita gente, como a fotógrafa Tayse Argôlo, 26 anos. “Ia muito quando tinha entre 12 e 14 anos, principalmente, sempre no fim de semana com minhas amigas. Era como ir para o Salvador Shopping hoje e estar cheio de adolescentes. A gente ia no cinema, tomava sorvete, paquerava...”, lembra.

O fato de ser um shopping a céu aberto é uma das maiores saudades da fotógrafa. “Era comercial, mas eu não sentia assim. Via o céu, sentia o vento e a brisa do mar. Era muito bom”, diz. 

Tem gente que, como o estudante Luiz Henrique Cardoso, 18, ia ao Aeroclube para brincar. “Lembro que minha família sempre me levava quando criança para brincar. O que eu mais gostava era a piscina de bolinhas e a pista de kart”, diz. 

A estudante Lara Leal, 20, também passou boa parte da infância por lá. “Ia com meus pais praticamente todos os finais de semana. Foi no Aeroclube que conheci Sandy e Júnior, aprendi a patinar no gelo e a andar com carrinhos de brinquedo elétricos. Eu amava o yakisoba do Sukiyaki, o sorvete do Fredíssimo e a arquitetura do estúdio de tatuagem que tinha o dragão na frente”. 

Outros depoimentos:

“Tivemos muitos bons momentos em família e com amigos no Aeroclube, local onde levávamos nosso filho ainda novo. Era uma opção de lazer segura e variada. Tenho boas recordações também da Okabeer, onde havia bons shows e uma cerveja diferenciada, pois era de fabricação própria, o que era uma novidade na época”.
Helisson Silva Santos, 43 anos, fotógrafo

"Sem dúvidas, o Aeroclube faz muita falta para toda a população soteropolitana. Era um lugar super agradável , com ótimas opções de lazer, com a brisa do mar, pessoas bonitas e ótimos locais de alimentação, sem falar na casa de shows Rock in Rio, local onde tive a oportunidade de ir a alguns shows de rock e até de outros estilos musicais. Tenho muitas lembranças felizes desse local, sobretudo de momentos inesquecíveis ao lado de meu esposo, com quem estou casada há 13 anos. O Aeroclube faz parte de nossa história! Sempre que passamos em frente, dá um apertozinho no coração...” 
Jaqueline Santos, 43 anos, assistente social

“O Aeroclube marcou minha infância. Minha irmã mais velha, fruto do primeiro casamento do nosso pai, quase todos os finais de semana, levava minha irmã (por parte de pai e mãe) e eu para nos divertirmos. A programação era sempre assistir algum filme no cinema e, ao final, correr para o salão de jogos. Um maravilhoso sorvete na saída era sempre bem-vindo. Desse modo, podíamos estar mais perto de nossa irmã, aproveitando cada momento juntas”. 
Ianaina Rechmann, 23 anos, enfermeira

“Guardo boas lembranças do finado Aeroclube, principalmente do cinema de lá, que era UCI. Lembro do primeiro filme que assisti naquele espaço - Guerra nas Estrelas: A Ameaça Fantasma. Era uma época que só havia o cinema e, por ironia do destino, quando o shopping foi definhando a última coisa que ficou foi o cinema. Lembro que lá também fui sozinho pela primeira vez ao cinema - assisti O Diário de Bridget Jones. Já fase mais decrépita do shopping, assisti O Vencedor, filme que garantiu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante a Christian Bale, e na sala não havia mais ninguém além de mim. Lá também assisti de graça diversos curtas-metragens de um projeto da Petrobras (O Curta Petrobras). Foi lá no cinema do Aeroclube que dei o primeiro beijo na minha primeira namorada e, talvez a história mais marcante, lá soube do resultado do jogo entre Bahia x Fast, que garantiu a permanência do Bahia na série C do Brasileiro e em seguida o acesso à série B. Esse dia foi uma loucura. Lembro da gritaria das pessoas na fila das bilheterias. Berros de Bora Bahêa; Bora Bahêa Minhas Porra; e similares”.
Saulo Miguez, 29 anos, estudante de Comunicação 

“Era um lugar muito badalado, principalmente nas noites de sexta a domingo. Lembro quando chegava a sexta, todos os caminhos levavam ao Aeroclube. O que eu mais gostava era o Kart. Perdia horas ali. Viajei no tempo agora”.
Fabiana Rosa, 35 anos, assistente administrativa

Fonte: https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/que-saudade-relembre-10-lugares-que-os-soteropolitanos-mais-sentem-falta/